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Notícia / Opinião

Duas semifinais, dois espetáculos: quem foi o melhor jogador antes da grande final da Copa do Mundo 2026?

Espanha e Argentina garantiram vaga na final da Copa do Mundo 2026 após duas semifinais marcadas por atuações coletivas de alto nível e grandes performances individuais. O The Offside analisa os jogos e abre a votação para eleger o melhor jogador da fase.

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Duas semifinais, dois espetáculos: quem foi o melhor jogador antes da grande final da Copa do Mundo 2026?

Melhor Jogador das Semifinais da Copa do Mundo 2026: Espanha encanta, Argentina reage e a final está definida

A Copa do Mundo conheceu seus dois finalistas.

E as semifinais entregaram exatamente aquilo que se espera deste estágio do torneio.

Duas partidas de altíssimo nível.

Duas propostas completamente diferentes.

De um lado, uma Espanha que produziu talvez sua atuação coletiva mais dominante de toda a competição.

Do outro, uma Argentina que mostrou novamente por que continua sendo uma das seleções mais difíceis de eliminar quando está pressionada.

Mais do que grandes resultados, as semifinais deixaram atuações individuais que merecem destaque.

O The Offside relembra os dois confrontos e apresenta os jogadores que mais marcaram a penúltima fase da Copa do Mundo.


Espanha 2 x 0 França

Era, no papel, o confronto entre duas das seleções mais fortes da competição.

Na prática, acabou sendo um domínio espanhol.

Poucas vezes uma equipe conseguiu controlar a França da maneira como a Espanha fez durante os noventa minutos.

A posse de bola circulava com velocidade.

A pressão pós-perda funcionava quase perfeitamente.

Quando a França recuperava a bola, imediatamente encontrava dificuldades para progredir.

A equipe de Didier Deschamps passou boa parte da noite correndo atrás do jogo.

Sem conseguir controlar o meio-campo.

Sem conseguir acelerar pelos lados.

Sem conseguir conectar seus principais jogadores.

Foi uma noite muito abaixo do padrão francês.

Lucas Digne viveu um dos jogos mais difíceis de sua carreira recente.

Além da falha que originou o pênalti do primeiro gol, sofreu constantemente com Lamine Yamal pelo setor direito espanhol.

Michael Olise, Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e, posteriormente, Rayan Cherki jamais conseguiram estabelecer superioridade ofensiva.

Talvez Adrien Rabiot, antes de precisar ser substituído após receber cartão amarelo, e Aurélien Tchouaméni tenham sido os únicos franceses capazes de manter um nível competitivo durante boa parte da partida.

Mas seria injusto reduzir tudo à atuação ruim da França.

A Espanha obrigou isso a acontecer.

Rodri controlou completamente o meio-campo.

Dani Olmo voltou a acelerar o jogo entre as linhas.

Pedro Porro apareceu constantemente no ataque e marcou o segundo gol.

Lamine Yamal foi praticamente imparável durante toda a noite.

Mas, para nós, o jogador que melhor simbolizou essa classificação foi Marc Cucurella.

O mais novo lateral do Real Madrid controlou completamente seu corredor defensivo.

Anulou sucessivamente Mbappé, Olise, Dembélé e Cherki.

Venceu praticamente todos os confrontos importantes.

E ainda participou da construção ofensiva com enorme qualidade.

Foi uma atuação completa.

Daquelas que dificilmente aparecem nas manchetes, mas que explicam por que uma equipe domina outra durante noventa minutos.

Destaque da partida: Marc Cucurella

  • 7 ações defensivas

  • 87% de precisão nos passes

  • 3 desarmes vencidos em 4 tentativas

  • 4 duelos pelo chão vencidos

Enquanto todos olhavam para os craques do ataque, Cucurella venceu praticamente todas as batalhas silenciosas da semifinal.


Argentina 2 x 1 Inglaterra

Se Espanha e França foram um duelo controlado, Argentina e Inglaterra entregaram caos.

E foi justamente isso que tornou o jogo tão fascinante.

Os ingleses começaram melhores.

Pressionavam alto.

Controlavam a posse.

Recuperavam rapidamente a bola.

O gol inglês parecia consequência natural do momento da partida.

Mas, curiosamente, tudo mudou justamente depois dele.

Ao assumir a vantagem, Thomas Tuchel optou por recuar sua equipe.

A Inglaterra passou a proteger o resultado cada vez mais próxima da própria área.

Os zagueiros foram se acumulando.

Dan Burn entrou no final e terminou praticamente como referência ofensiva nas bolas longas.

Enquanto isso, a Argentina fazia exatamente aquilo que mais gosta.

Empurrava o adversário para trás.

Rodava a bola.

Acumulava cruzamentos.

Criava volume.

Lionel Scaloni leu perfeitamente o jogo.

As substituições aumentaram ainda mais a intensidade argentina.

A Inglaterra perdeu força física, deixou de competir no meio-campo e passou a sobreviver apenas defendendo.

A sensação de empate aumentava a cada minuto.

Quando ele aconteceu, a virada parecia apenas questão de tempo.

Mais uma vez, Lionel Messi foi o cérebro de toda a reação argentina.

Não marcou.

Mas criou praticamente tudo.

Participou diretamente dos dois gols.

Encontrou espaços impossíveis entre as linhas inglesas.

Terminou a partida com mais uma atuação digna de quem continua decidindo Copas do Mundo aos 39 anos.

Ao seu lado, Enzo Fernández controlou o ritmo quando a Argentina passou a dominar a posse, enquanto Cristian Romero voltou a liderar defensivamente uma equipe que cresceu muito após o intervalo.

Pelo lado inglês, Djed Spence realizou talvez sua melhor atuação no torneio, mesmo atuando improvisado pela esquerda, neutralizando diversas investidas argentinas durante boa parte do jogo.

Elliot Anderson também entregou uma exibição muito sólida enquanto os ingleses conseguiram competir no meio-campo.

Mas as alterações inglesas acabaram mudando completamente o panorama da semifinal.

A Argentina aproveitou.

E garantiu mais uma final de Copa do Mundo.

Destaque da partida: Lionel Messi

  • 2 assistências

  • 4 passes-chave

  • 10 dribles certos em 12 tentados

Alguns jogadores precisam da bola para decidir. Messi precisa apenas de alguns segundos para mudar completamente o rumo de uma semifinal.


E para você?

As semifinais produziram dois jogos completamente diferentes.

A Espanha encantou pela força coletiva e eliminou uma das favoritas ao título.

A Argentina mostrou novamente sua capacidade de sobreviver, reagir e decidir nos momentos de maior pressão.

Agora queremos saber a sua opinião.

🗳️ Quem foi o melhor jogador das semifinais da Copa do Mundo 2026?