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Notícia / Análise de jogo

Everton vira, City reage no fim e empate muda cenário da corrida pelo título.

Após dominar o primeiro tempo, o City viu o Everton virar o jogo em uma sequência caótica, mas buscou o empate nos acréscimos — resultado que altera diretamente a disputa pelo título.

Análise de jogoHistóricoPremier League
Everton vira, City reage no fim e empate muda cenário da corrida pelo título.

Everton 3 x 3 Manchester City: caos, virada e um empate que muda a corrida pelo título

Premier League | Hill Dickinson Stadium | 4 de maio de 2026

Há jogos que parecem decididos. E há jogos que recusam qualquer lógica.

O Manchester City controlou, dominou e abriu o placar — mas viu o Everton transformar o jogo em caos, virar o confronto e, no fim, sofrer o empate em um dos jogos mais imprevisíveis da temporada.

O 3 a 3 em Goodison Park não foi apenas entretenimento puro — foi um resultado que muda diretamente o cenário da corrida pelo título.


Domínio sem ruptura

O início foi um retrato claro da proposta do jogo.

O City monopolizava a bola, empurrava o Everton para dentro da própria área e tentava encontrar espaços em um bloco baixo extremamente compacto.

Aos 17 minutos, os números impressionavam: 89% de posse para o City.

Mas sem profundidade real.

As finalizações existiam — mas não com clareza.

Cherki obrigou Pickford a trabalhar aos 18 minutos, e Semenyo ainda teve rebote, mas sem direção. O volume aumentava, o controle existia — mas o gol não vinha.

Ter a bola não era suficiente.

O Everton resistia.

E, quando conseguiu sair, mostrou perigo.

Aos 31 minutos, Beto teve a melhor chance até então, após jogada construída pela direita, mas a defesa do City conseguiu bloquear no momento decisivo.

O jogo seguia aberto dentro de um cenário de domínio territorial.

Até que o detalhe apareceu.

Aos 42 minutos, com o City inteiro no campo ofensivo, Cherki encontrou Doku na entrada da área. O belga cortou para o meio e finalizou colocado, sem chances para Pickford.

1 a 0 City.

Quando o espaço é mínimo, a qualidade decide.


O jogo que virou

Se o primeiro tempo foi de controle, o segundo foi de ruptura.

O Everton voltou mais agressivo, mais vertical — e, principalmente, mais presente nas transições.

Aos 59, Ndiaye já obrigava Donnarumma a trabalhar após contra-ataque rápido.

Aos 64, nova chance clara: Ndiaye saiu cara a cara, mas parou novamente no goleiro italiano.

O empate amadurecia.

E veio com ajuda.

Aos 68 minutos, Guéhi errou na saída de bola, Barry aproveitou e marcou.

1 a 1.

O estádio respondeu.

O jogo mudou.

Aos 73, em cobrança de escanteio, O’Brien subiu mais alto para virar o jogo.

2 a 1 Everton.

O City não reagia — sofria.

E o golpe parecia definitivo aos 80 minutos.

Após jogada pela direita, Barry apareceu novamente para ampliar.

3 a 1.

O que era controle virou vulnerabilidade.


Reação — e sobrevivência

Quando o cenário parecia perdido, o City respondeu.

Aos 82 minutos, Kovacic encontrou Haaland em profundidade. O atacante finalizou com categoria, de cavadinha, para diminuir.

3 a 2.

O jogo ganhou nova vida.

O City empurrava, o Everton resistia.

Aos 96 minutos, no último lance, após escanteio, a bola sobrou para Doku na entrada da área. O belga cortou e finalizou colocado para empatar.

3 a 3.

No caos, sobrevive quem insiste até o fim.

Jérémy Doku — Man of the Match | 2 gols | Sofascore Rating: 9.8


Impacto direto na corrida pelo título

O empate muda o cenário.

O Manchester City perde o controle da própria vantagem na corrida pelo título. Com 71 pontos em 34 jogos, a equipe vê o Arsenal, com 76 pontos em 35 jogos, assumir a dianteira.

Em corridas longas, tropeços assim custam caro.

Para o Everton, o ponto tem peso.

A equipe chega à 10ª colocação e segue viva na disputa por vagas europeias, a poucos pontos da Conference League e da Europa League.

Não foi apenas reação — foi afirmação competitiva.


O que fica

Foi um jogo de extremos.

Controle contra transição.

Posse contra eficiência.

O City dominou por longos períodos

Mas não sustentou o controle quando o jogo saiu do script.

O Everton sofreu — mas soube aproveitar cada momento de ruptura.

No futebol, controle não é permanente. Reação, muitas vezes, é decisiva.